Trigêmeos de casal cachoeirense nasce em meio à pandemia

22/05/2020

Naturais de Cachoeira do Sul, mas residindo em Bagé há muitos anos, a técnica de enfermagem Maria Luísa de Freitas Barbosa, de 36 anos, e o trabalhador rural, Edelmiro Sidnei Florence Barbosa, de 42 anos, receberam um grande presente em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus. Isso porque no dia 17 de abril, nasceram seus três filhos. Maria Luísa conta que até a sétima semana de gravidez, imaginava que teria gêmeos, quando então soube que seriam três bebês. Lorena, Laura e João Pedro de Freitas Barbosa nasceram prematuros de 35 semanas e tiveram de ficar quase um mês na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da Santa Casa de Caridade de Bagé, onde aos poucos, foram alcançando o peso ideal e desenvolvimento para poder ir para casa em segurança. Lorena e Laura que são gêmeas univitelinas, receberam a companhia de João Pedro, o caçula da turminha.

 

Embora tenha se assustado, a mamãe afirma que toda a gestação foi tranqüila. A gestação de Maria Luísa aconteceu por poliovulação – condição rara que possui uma ocorrência a cada 6,4 mil nascimentos. Para fins de comparação, a probabilidade de ocorrência de gêmeos univitelinos (dupla) em uma gestação natural é de somente 0,4% para cada gravidez.  “Quando soubemos que seriam três, na hora foi um susto e também muita emoção”, contou a mamãe.

 

Mudança na rotina

A cada três horas, acontece o revezamento de troca de fraldas e preparar o leite para os pequenos. A maratona diária começa às 6h, e a partir daí as refeições e troca de fraldas se repetem a cada três horas. Já por volta das 18h a turma toma o banho. Somente por volta das 24 a família toda dorme, pelo menos até as 3h, quando começa o agito novamente. Ao todo, são 24 fraldas por dia e uma lata de fórmula para bebês, além da amamentação natural da mamãe. Maria Luísa conta que recebe ajuda de sua mãe e também até de Emanuelly de Freitas Barbosa, de 6 anos, que ajuda a cuidar dos irmãozinhos. Emanuelly pediu aos pais um irmãozinho, mas nem imaginava que seria presenteada triplamente.

 

Quarentena e estiagem

Com as crianças em situação de boa saúde, uma das limitações causadas pela pandemia por coronavírus impediram que as famílias do casal pudessem conhecer pessoalmente os pequenos. A solução foram as videochamadas que são por onde os familiares puderam conhecer as crianças, já que as visitas são limitadas e os bebês precisam de toda proteção possível. Por outro lado, a estiagem tem causado transtornos à família, impactando inclusive na falta de serviços básicos, como a falta de água corrente, que estavam sem desde o dia 10 de maio, tendo recebido desde então abastecimento por caminhão pipa.

Ajuda

 

Quem puder ajudar os pequenos com a doação de roupas, fraldas (tamanho RN), fórmula para bebês (Aptamil 1) e itens de limpeza e higiene para bebês, o contato pode ser feito pelo telefone: (53) 9 9999 1603.

 

 

 

FONTE: FOLHA DO SUL

FOTO:  JOÃO A.M. FILHO

 

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