Nilton Santos

02/05/2020

ALEA JACTA EST

 

O atual governo tem se caracterizado muito mais pelas declarações polêmicas do presidente e seus ministros do que realizações. Na semana que passou as atenções se concentraram no pedido de demissão ministro da justiça Sérgio Moro, que poderia poupar a nação nesse momento tão delicado.  Na fala acusou Bolsonaro de tentar interferir nas investigações da polícia federal nas quais haveria envolvimento de aliados e os filhos do presidente. Acusação gravíssima, capaz de levar impeachment do presidente por cometimento de crime de responsabilidade. Na fala Moro, além de acusar, confessou ter exigido indenização para assumir o ministério já que para isso teria que deixar mais de 20 anos de magistratura, no que, pelo visto, foi atendido já que efetivamente assumiu o posto. O que é intrigante neste fato é que, além de mal explicado por Moro e silêncio na fala presidencial que se seguiu, não existe previsão legal para tal tipo de exigência, muito menos para que se atenda condição dessa natureza.

 

O ex-ministro e presidente ficaram nos devendo explicação pelo dito por um e silêncio do outro. Mais tarde o ex-ministro apresentou à imprensa mensagens trocadas entre ele e o presidente e deputada federal Carla Zambelli, onde, segundo ele, estaria comprovada a indevida interferência de Bolsonaro nas atividades investigativas da polícia federal. Respeitando as opiniões em contrário e a posição dos irracionais de sempre, não qualifico as mensagens apresentadas como provas, forçando a barra até se pode cogitar de indícios, nada mais... Compete às autoridades policiais, entenda-se polícia federal, apurar os fatos com a indispensável isenção.

 

Muito mais do que a demissão e motivos citados por Sérgio Moro, o ato foi indiscutivelmente de lançamento de campanha, onde ele se coloca como ficha um do seu partido às eleições presidenciais de 2022. Com as cartas na mesa, resta saber qual o tamanho do naco de eleitores do atual presidente que moro irá abocanhar. O resultado das investigações dirá se Bolsonaro termina ou não o mandato e consequentemente o sucesso ou fracasso do ex-ministro, agora em voo solo, na busca da faixa presidencial. A  sorte está lançada.     

 

 

 

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