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Nilton Santos

13/11/2019

OS GRILHÕES DA MENTIRA

                              

"A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer", sentenciou Mário Quintana. A mentira é uma das primeiras invenções humanas. Ao contrário dele, a verdade não foi inventada, ela existe antes da presença do homem pensante e sobreviverá à nossa extinção. Imagino que deva ter surgido no momento em que o homem percebeu que feitos extraordinários causavam admiração nos outros, quem numa luta ou caçada abatia um animal feroz ganhava o prestígio no grupo. Seu feito passava a ser contado engrandecendo o autor da façanha.

 

Espertos que somos, logo percebemos que um feito considerado como maior nos elevava perante os outros, daí passamos a inventar coisas para obter as vantagens pela fama ou nos safar da nossa falta de caráter. Não sei se hoje prevalece a verdade ou a mentira, aliás, ninguém sabe... São tantas as notícias falsas que nos chegam que estamos perdendo a noção do que é real ou "fake".

 

Enquanto a verdade de nós não precisa, existe, o falso é obra nossa e sobrevive até que se confronte com sua antítese, mas é necessário que a reconheçamos, senão, a mentira prevalece, se transforma em verdade inventada. E há tantas correndo solta por aí...  A verdade, como maior força do universo, é maior que a própria morte. É indestrutível e não depende de nós para existir. Por mais que tentemos destruí-la, ela sempre voltará para ocupar o seu lugar. O falso e verdadeiro, como água e óleo, jamais se misturam, mas continuamos tentando transformar as coisas para obter uma vantagem efêmera que, cedo ou tarde, será aniquilada.

 

Então, diante do incômodo, inutilmente tentaremos sufocar a realidade com outra inverdade, num ciclo contínuo que nos levará a não reconhecer o que é verdadeiro ou falso, não na história, mas em nossas próprias vidas. Sucumbiremos presos aos grilhões que em colocamos em nossos pulsos.          

 

 

 

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