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Falta de ré e advogado adia julgamento dos acusados da morte de empresário de Agudo

23/10/2019

 O crime aconteceu há sete anos e o empresário do setor de transportes foi torturado e morto | Foto: Divulgação 

 

Diante da ausência da ré e de seu advogado, foi adiado o Júri popular do caso envolvendo o assassinato do empresário do setor de transportes Ediér Antônio Bernardini, torturado e morto há sete anos, que deveria der ocorrido na terça-feira, 22 de outubro, no Fórum de Agudo. Rosangela Lipke, acusada de ser a mandante do crime, que chegou a ser presa durante a investigação mas respondia o processo em liberdade e seu advogado, Jean Severo, não compareceram à sessão do júri. Apesar da presença do outro réu, Valter André Silva Santos, acompanhado de seu advogado, o magistrado Jonathan Cassou dos Santos decidiu adiar o julgamento para o dia 26 de novembro.

 

O advogado assistente da acusação, Jorge Pohlmann, com 28 anos de atuação na área criminal, sustentou oralmente que a ré deveria ter seu pedido de prisão preventiva decretada pois não cumpriu a obrigação de comparecer aos atos do processo, determinada quando da sua soltura. O Ministério Público também deu parecer favorável e o pedido foi encaminhado ao magistrado. No fim da tarde de terça-feira, o juiz expediu decisão indeferindo o pedido de prisão preventiva e confirmando a realização do júri no dia 26 de novembro. Nessa data, também foi determinada a participação da Defensoria Pública para defender Rosangela Lipke, caso seu advogado não esteja presente.

 

No começo da noite de segunda-feira, o advogado da acusada, Jean Severo, enviou um e-mail para pedir o adiamento da solenidade, pois não poderia comparecer, em razão de uma cirurgia bariátrica a que seria submetido nesta terça-feira. Ainda na segunda-feira, o juiz do caso negou o pedido de adiamento, em função da forma na qual o pedido foi feito - por e-mail. No entanto, na hora marcada para o início da sessão do júri, constatando a ausência de Rosângela e de seu advogado, o magistrado decidiu pelo adiamento do ato.

 

A investigação apontou como autores do assassinato quatro réus, mas o processo foi dividido em duas partes. Por isso, primeiramente serão julgados Rosangela Lipke, suspeita de ser a mandante do crime e Valter André Silva Santos, que teria participado ativamente do assassinato e estava com um veículo da vítima. Na época, os dois foram presos durante a investigação policial e, atualmente, estão respondendo o caso em liberdade em função da demora para a realização do julgamento. Os outros dois acusados de participar do crime: Diones Crumenauer dos Santos e Gelson da Silva Grigolo ficaram foragidos e só foram encontrados mais tarde – quando o processo já estava em fase adiantada e por isso deverão ser julgados posteriormente em data ainda indefinida.

 

A investigação apontou Rosangela como responsável pelo crime, ela havia tido um relacionamento anterior com a vítima e estaria exigindo dinheiro e bens do empresário, que havia registrado ocorrência policial em que relatou estar sendo ameaçado de morte pela acusada. O assassinato ocorreu no dia 30 de setembro de 2012, o empresário de 56 anos teria sido atacado, amarrado, torturado com lesões na face, tórax e pernas, e morreu em função de uma facada no abdômen, que atingiu o fígado e provocou hemorragia interna, conforme o laudo pericial. Ele foi encontrado morto e amarrado no portão do depósito da empresa, na localidade de Rincão do Mosquito, em Agudo.

 

Em princípio, a investigação considerou que poderia ser um caso de latrocínio pois foram levados a carteira e um veículo do empresário. Porém, a polícia concluiu pelo homicídio qualificado e identificou que a ré havia planejado o crime com a participação dos outros três acusados. O veículo da vítima foi encontrado com o outro réu, Valter André Silva Santos. Os dois negam a participação no caso, mas foram indiciados no inquérito policial com base na quebra do sigilo telefônico, testemunhas que ouviram os quatros combinarem a ação e outros indícios. O Ministério Público acatou a investigação e denunciou os réus por homicídio qualificado.

 

O advogado assistente da acusação, Jorge Pohlmann, que atua junto com o Ministério Público, defende que os acusados sejam condenados pela pena máxima no crime, ou seja, 30 anos de prisão por homicídio qualificado, mediante a análise de quatro qualificadoras: motivo torpe e fútil; meio cruel e meio que dificultou a defesa da vítima.

 

Importante: O próximo júri popular será no dia 26 de novembro, será presidido pelo magistrado Jonathan Cassou dos Santos e terá a participação de 7 jurados da comunidade. Devem ser ouvidas testemunhas, além do depoimento dos réus e dos debates da defesa e acusação.

 

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