Nilton Santos

17/05/2019

ECONOMIA PORCA       

 

Lutar pela educação deveria ser a principal bandeira de todos os partidos políticos. Nenhum país se desenvolve sem que antes se invista pesado em instrução. É condição fundamental para que uma nação ingresse no primeiro mundo. O governo, no momento em que pensa que estudar filosofia e sociologia não dá retorno e corta verbas destinadas à educação, vai na contramão - não só da história - mas do próprio discurso de retomada do crescimento econômico pela via da direita: menos estado, mais mercado.

No Brasil, educação, ao invés de ser política de estado, sempre foi tratada como de governo, ou seja, depende dos interesses de quem detém a maioria. Aqui, a política educacional vai atrás, a reboque, quando deveria puxar todo o resto.

O protesto contra o corte das verbas da educação ocorrido ontem em todo o país deu recado ao governo de que o brasileiro, mesmo sem receber educação na qualidade que se precisa para ter competir com chances nos dias atuais, sabe que somente pela instrução se abre a fresta da possibilidade de furar a bolha que nos mantém no atraso, pagando caro pelos royalties que estrangeiros qualificados desenvolvem com a matéria prima exportamos a preço de banana.

Nosso presidente, diretamente de Dallas, arejado pelos ares texanos, disparou contra os manifestantes chamando-os de “Idiotas úteis". É verdade que alguns grupos se aproveitaram da ocasião, mas, pelo que vi a grande maioria dos manifestantes era composta de pessoas sem nenhum compromisso que não fosse o de lutar por um futuro melhor. A desastrada declaração de Bolsonaro é mais uma gota no copo que, dependendo do lado em que se está, está meio vazio ou meio cheio.

 

 

 

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