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Nilton Santos

10/05/2019

                                                                  ÀS ARMAS, CIDADÃO!

 

Nesta semana o presidente decretou medidas estendendo direito ao porte de armas à várias categorias, esportistas e profissionais.  Bolsonaro, como muitos, acredita que, armado, o cidadão estará protegido da bandidagem. Se fosse assim, a solução seria simples:  basta armar a população que botaríamos os bandidos para correr, nossos problemas acabaram. Ledo engano.

 

Com exceção dos grupos criminosos organizados, armados com grosso calibre que entram à vontade por nossas fronteiras, a maior parte da bandidagem está de posse das armas que vem de vítimas de assalto que as tinham em casa ou portavam quando achacados.  O próprio Bolsonaro, anos atrás, perdeu a sua para assaltantes no Rio de Janeiro.  A Constituição diz que segurança pública é dever do Estado que obviamente vem falhando, já que ninguém se sente seguro por aqui, nem a polícia.  Facilitar o acesso às armas, ao invés de trazer segurança, certamente irá armar ainda mais os criminosos que usam do elemento surpresa para abordar suas vítimas, armadas ou não.

 

Portanto, estarmos com elas, não significa que estaremos mais seguros. Esperava que, ao invés de medidas simplistas como esta, o governo estivesse estudando formas e meios de diminuir os índices alarmantes de violência. Que pensasse como evitar o ingresso de armas pelas fronteiras, aparelhamento das polícias, aperto na Lei, investimento em inteligência, etc. Infelizmente estamos apenas combatendo os efeitos e não as causas, jogando para a torcida e fabricantes de armas que vibram quando nosso presidente faz “arminha” com os dedos. Transferir a segurança para o cidadão que já paga por ela, é o mesmo que tentar apagar o fogo com gasolina. Já que "Deus é brasileiro", então oremos. 

 

 

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