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Quase 30% dos brasileiros pode ter doença do refluxo e não saber

26/04/2019

O refluxo gástrico é, muitas vezes, tido apenas como um sintoma, mas, na verdade, trata-se de uma doença. Poucas pessoas fazem essa associação e a consulta com um especialista é adiada. Enquanto isso, a automedicação e o agravamento do problema comprometem ainda mais a qualidade de vida.

 

Uma pesquisa sobre o conhecimento e a incidência da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) no Brasil, conduzida pela GFK e encomendada pela farmacêutica Takeda, revelou esse perfil. Das 1.773 pessoas entrevistadas, 28% disseram que sentem algum sintoma da enfermidade, mas não o associam à doença.

 

A taxa aumenta quando a amostra se concentra nos 48% dos entrevistados que tiveram algum indicativo de DRGE nos últimos seis meses. Desses, 58% não relaciona o sintoma com a doença. Além disso, 60% dos brasileiros desconhecem a enfermidade.

 

O doutor em gastroenterologia clínica, Décio Chinzon, diz que, se não tratada, a doença do refluxo tem chance maior de se tornar um câncer de esofâgo, embora a incidência seja baixa. “Pode causar inflamação do esôfago, leve, moderada ou mais intensa. Essas inflamações intensas podem levar à diminuição do calibre do esôfago”, explica o médico.

 

O que é a doença do refluxo?

 

A DRGE é uma doença crônica e caracteriza-se pelo retorno de parte do conteúdo do estômago para o esôfago. Esse conteúdo pode ser também o ácido gástrico, que dá a sensação de queimação e pode causar lesões nos tecidos do órgão. Além do refluxo em si, outros sintomas são azia, regurgitação, dor no peito, pigarro e tosse.

Os motivos para que o refluxo gastroesofágico ocorra são variados, mas se baseiam no mau fechamento de uma válvula, chamada de esfíncter esofágico inferior, que separa o estômago do esôfago.

Se essa barreira não se fechar bem, o conteúdo estomacal volta no sentido contrário. Isso pode ocorrer devido ao enfraquecimento das fibras musculares do esfíncter, aumento da secreção gástrica ou estômago muito cheio por tempo prolongado.

 

“Se a frequência dos sintomas é semanal, se a pessoa acorda à noite com refluxo, queimação, tem dificuldade para engolir e sente dor com frequência, já deve procurar o médico”, orienta Chinzon.

Busca por orientação

 

A pesquisa mostrou que um terço das pessoas que sentem o incômodo não toma qualquer atitude e deixa a crise passar sozinha. Quando fazem algo, a primeira medida é tomar um remédio que já têm em casa ou chá natural. Ir ao pronto-socorro ou consultar um especialista raramente é o primeiro passo na busca pelo tratamento. Quando é, ocorre, geralmente, seis dias após os sintomas.

 

Tratamento

 

Chinzon reforça que o tratamento alia medidas comportamentais e farmacológicas. “As primeiras orientações para o paciente são não deitar após comer, evitar comer demais, comer de forma frequente com menos quantidade e evitar alimentos gordurosos”, cita o gastroenterologista.

 

Os medicamentos mais utilizados são os inibidores da bomba de prótons, como o omeprazol, que têm um efeito maior e mais prolongado do que os antiácidos. Estes, embora não façam mal ao organismo e tragam alívio imediato, fazem com que a pessoa deixe de ir ao médico quando sofre constantemente com o problema.

 

A automedicação, segundo Décio Chinzon, é desaconselhada. “A pessoa pode ter um medicamento em casa, desde que orientado pelo médico e tome quando necessário. Mas a automedicação mascara os sintomas, o que faz a doença evoluir”, diz o médico.

 

Mitos e verdades

 

O refluxo é apenas um engasgo?

 

Mito. A doença ocorre por uma falha na válvula (esfíncter) que impede que a comida do estômago volte para o esôfago. "Quando isso acontece, a comida volta para a garganta e causa irritação e queimação pelo caminho", explica.

 

Evitar alimentos gordurosos ajuda no combate ao refluxo?

 

Verdade. Os alimentos gordurosos são os grandes vilões para quem tem refluxo. O médico recorda que doces industrializados, alimentos picantes e café também potencializam os sintomas e a gravidade da doença.

 

O refluxo não tem relação com a gastrite?

 

Mito. O refluxo pode se relacionar com problemas estomacais como a gastrite, úlceras gástricas ou duodenais (primeira porção do intestino delgado). Estas doenças podem aumentar a quantidade e tipo de secreção refluída para o esôfago e piorar as dores. As doenças biliares e pancreáticas também podem estar ligadas à DRGE.

 

Fonte: O Estado de São Paulo

 

Foto: Divulgação

 

 

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