Hilton De Franceschi

05/04/2019

Um golpe no golpe

 

Não há motivo algum para se comemorar, mas tão pouco para se jogar no fundo de uma gaveta e deixar cair no esquecimento um fato de tamanha relevância histórica com reflexos decisivos e determinantes na vida social política e econômica do nosso país, até os dias de hoje, como a revolução militar de 1964. Com o apoio de uma parcela significativa da população, os militares deram um golpe no golpe que os comunistas pretendiam dar na frágil democracia que vivíamos naquele momento. A renúncia de Jânio Quadros e a guerra fria, entre os EUA e Rússia, representantes do capitalismo e do comunismo no mundo, acirraram os ânimos. Houve torturas e mortes de ambos os lados. Claro, em maior número, de quem resistiu. Os militares assumiram e por 21 anos permaneceram no poder. No entanto, se não houvesse a intervenção, o Brasil teria experimentado o regime comunista, certamente. A que custo? Quantos teriam sido igualmente mortos? Torturados? Perseguidos? E como estaria a nossa economia hoje? A resposta está na história dos países que viveram o outro lado. Leiam e tirem suas próprias conclusões.

 

Os desalentados

 

Sei que há tragédias, como doenças e acidentes, individuais ou coletivos, e elas infelizmente são cada vez mais frequentes em nosso país, provocando destruições tanto de patrimônio como de vidas humanas. No entanto, há outra tragédia, igualmente frequente e muito presente em nosso meio, ainda que silenciosa, não menos letal, o desemprego. Hoje, no Brasil, além dos milhares de desempregados, existem quase cinco milhões de desalentados, os que já desistiram de procurar uma oportunidade de trabalho. Só os que já viveram ou vivem essa situação são capazes de entender o tamanho da destruição. O principal patrimônio a desabar é a Família.

 

Rindo do que?

 

Circulou pelas redes sociais uma foto do diretor da Corsan, juntamente com o nosso prefeito e sua estafe, todos sorridentes, comemorando os lucros milionários da estatal que explora os serviços de esgoto e água em nosso Município, serviços esses gentilmente cedidos pelas nossas autoridades. Se os lucros foram generosos é porque arrecadaram bem mais do que entregaram em obras. Como vivenciamos no nosso cotidiano inúmeras necessidades, algumas delas urgentes, aquela foto foi quase um deboche, porque só quem tem motivos para gargalhadas é mesmo a Corsan. O prefeito está rindo do que?

 

 

 

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