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Bombeiros capturam javaporco no Centro de Santa Cruz

06/01/2018

 

O javaporco que ganhou destaque por circular por Santa Cruz nessa sexta-feira, 5, resolveu reaparecer pelo Centro na manhã deste sábado, 6. O animal foi capturado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 9h10 na Rua Marechal Deodoro, nas proximidades do Cemitério Católico. O Corpo de Bombeiros chegou a fazer buscas por ele por volta do meio-dia de ontem. 

Conforme o Corpo de Bombeiros, o animal será encaminhado para a Guarda Municipal. Ele deve receber acompanhamento veterinário. Ainda não há informações sobre os próximos passos. Pouco antes de ser capturado, o leitor Orlei Baierl flagrou o javaporco na Rua Thomaz Flores.  

Ele estaria escondido em um matagal atrás do Residencial Geriátrico Boa Vista. Foram cinco tentativas de captura na sexta, com o acompanhamento do veterinário Hermes Souza e pela biológa Daiane Geiger. A primeira aparição registrada do animal foi na terça-feira, 2. O javaporco estava na horta da clínica e tentou atacar a proprietária da empresa, Denise Lopes, que entrou em contato com a Vigilância Sanitária e a Secretaria do Meio Ambiente naquele dia.

O javaporco pertence a uma família que mora no Bairro Margarida. Um caminhoneiro teria recebido o animal de presente na semana passada. Ele teria ficado apenas três dias com os moradores e, na manhã dessa terça-feira, 2, desapareceu. Os donos pediram para não serem identificados.

 

Inimigos do campo
 

O javaporco é um animal híbrido. Ele surgiu em um cruzamento entre um porco doméstico e um javali. O animal é considerado uma ameaça sem controle pela capacidade de destruição de campos, lavouras e sistemas florestais nativos ou comerciais do Rio Grande do Sul. Para piorar, o javaporco é onívoro. Ou seja, come praticamente qualquer coisa: raízes, sementes, frutos, grãos, ovos e pequenos animais.

Ele gera até 12 crias por ano e pode chegar a pesar 250 quilos. A caça do animal foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis em 2013. Mas, para isso, é necessário passar por uma legislação cara e burocrática. A liberação de licenças pode demorar dois anos.

Por ser um animal exótico, o javaporco também pode transmitir doenças desconhecidas aos rebanhos comerciais e às populações selvagens. Há registros de javaporcos e javalis na maioria dos estados do Brasil. Em 2014, o Ibama indicava a estimativa de pelo menos 350 mil javalis e híbridos no país. Um mapa interativo demonstra a presença de javalis e javaporcos no País.  

 

 

 

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