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Dobra número de incêndios em estufas de tabaco, diz Afubra

04/01/2018

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O número de incêndios em estufas de tabaco dobrou em municípios do Vale do Rio Pardo. Enquanto na safra passada 41 sinistros foram registrados pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), esta temporada já soma 85. O levantamento, conforme o setor de Supervisão Técnica da entidade, corresponde ao período de outubro a março e abrange os produtores de Santa Cruz do Sul, Rio Pardo, Passo do Sobrado, Sinimbu, Gramado Xavier, Herveiras, Boqueirão do Leão, Barros Cassal e Progresso que acionaram auxílio. 

Apesar de alguns agricultores da região já terem adquirido o forno elétrico – opção que significa menos mão de obra e mais segurança –, boa parte deles ainda trabalha com o equipamento convencional. “Aqui na região ainda predomina o uso do forno mais antigo, já que uma série de questões burocráticas, como o uso de gerador e a autorização da empresa fornecedora de energia, precisam ser cumpridas”, diz o supervisor técnico da Afubra, Paulo Vicente Ogliari. Segundo ele, um dos principais motivos do aumento no número de incêndios é a tentativa de acelerar a cura do tabaco. “Alguns agricultores, ao verem as folhas amarelarem na lavoura, acabam aumentando a temperatura para agilizar a secagem. Inevitavelmente isso gera mais ocorrências.” 

Outra razão alegada por Ogliari é o descuido quanto a regras que, segundo ele, deveriam estar “na ponta da língua” dos produtores. Telas de proteção mal fixadas também podem contribuir consideravelmente para aumentar as chances de o fogo se alastrar. “Essas telas evitam que folhas possam cair sobre os canos e chegar à combustão.” Segundo Paulo Ogliari, é fundamental que os fumicultores sigam a lista dos dez principais procedimentos de prevenção. 

No interior de Vera Cruz, produtores perdem R$ 7,5 mil

Eram aproximadamente 23h45 dessa terça-feira, dia 2, quando Ivoni Kretzmann, 45 anos, e o marido, Eraldo, foram chamados pelos vizinhos na propriedade onde residem, em Rincão da Serra, Vera Cruz. Pela terceira vez em 11 anos, a estufa de tabaco do tipo convencional estava em chamas. “Acionamos os bombeiros e logo em seguida eles estavam lá. Infelizmente destruiu praticamente toda a estrutura”, lamenta. 

Segundo Ivoni, cerca de 50 arrobas de tabaco estavam dentro da estufa. “Se comercializássemos tudo, arrecadaríamos aproximadamente R$ 7,5 mil.” Até agora a causa não foi identificada, mas a agricultora acredita que uma vara de fumo tenha caído da tela de proteção e iniciado o incêndio. Ela recorreu ao auxílio de reconstrução da Afubra, e a promessa é que ainda na sexta-feira o valor seja encaminhado aos produtores.

Veja 10 dicas para evitar incêndios

  • Não improvise andaimes por baixo do primeiro. Mantenha uma distância mínima de segurança entre a tubulação que conduz o calor e o tabaco a ser curado.

  • Mantenha as tubulações de condução do calor (canos) em bom estado de conservação.

  • Amarre/costure bem as folhas nas varas para evitar quedas durante o processo de cura. Além de manter a tecedeira bem regulada, verifique se o tamanho e a resistência das varas são suficientes para apoiá-las com segurança nos andaimes.

  • Use tela de proteção sobre as tubulações e fixe-a em vários pontos. Tela mal fixada pode aumentar o risco de incêndio.

  • Limpe bem a estufa após cada carregamento e antes de iniciar nova cura. Não deixe folhas espalhadas pelo chão.

  • Não sobrecarregue a estufa. É melhor perder algumas folhas na lavoura do que ter um forno consumido pelo incêndio.

  • Não ultrapasse as temperaturas recomendadas. Além de correr risco de incêndio, você evita torrar o tabaco – algo que prejudica a qualidade na hora de comercializar.

  • Nunca abra a porta da estufa com temperatura elevada. Caso contrário, o oxigênio pode entrar e causar um incêndio.

  • Coloque uma janelinha de vidro junto à porta para evitar abrir a estufa.

  • Confira se o forno foi construído de acordo com os padrões técnicos recomendados e se o estado físico da estrutura oferece condições de suportar o peso.

 

Como funciona o auxílio de reconstrução

Conforme o supervisor técnico da Afubra, Paulo Vicente Ogliari, não há um seguro que cubra todos os gastos com o incêndio em estufas. O suporte oferecido pela associação é um auxílio de reconstrução, que varia conforme o tipo de forno. Ogliari explica que, após a ocorrência e a chamada do corpo de bombeiros para conter as chamas, o produtor deve entrar em contato com a Afubra, que encaminha um técnico avaliador à propriedade ainda no mesmo dia. 

Após a avaliação do tipo de estufa e do prejuízo, a associação leva no máximo alguns dias para liberar a verba ao agricultor. “É diferente de granizo, quando ele recebe ao fim da safra”, observa. Ogliari esclarece que o produtor fica livre para chamar o pedreiro de sua confiança; porém, até a chegada do técnico avaliador, o cenário deve ficar intacto. “Após a saída dos bombeiros, não se pode mexer em nada. Deixe tudo como está para que se possa fazer a identificação.” O auxílio de reconstrução da Afubra só é oferecido quando há tabaco dentro da estufa.

 

 

 

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